segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Fernando Pessoa

Sabias que , se Fernando Pessoa fosse vivo, um dos mais representativos poetas do séc. XX, teria feito, no dia 13 de Junho,121 anos?
Fernando Pessoa nasceu em, Lisboa, a 13 de Junho de 1888 e faleceu, com 47 anos, também em Lisboa, no dia 30 de Novembro de 1935.

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

CARACTERÍSTICAS DO TEXTO DRAMÁTICO

O TEXTO DRAMÁTICO:

O texto dramático é escrito para ser representado. Normalmente não tem narrador e predomina o discurso na segunda pessoa (tu/vós). Além deste tipo de discurso, o tecto dramático pressupõe o recurso à linguagem gestual, à sonoplastia e à luminotécnica.

É composto por dois tipos de texto:

- Texto principal, composto pelas falas dos actores. É composto por

• Monólogo – uma personagem, falando consigo mesma, expõe perante o público os seus pensamentos e/ou sentimentos;• Diálogo – falas entre duas ou mais personagens;• Apartes – comentários de uma personagem para o público, pressupondo que não são ouvidos pelo seu interlocutor.
- Texto secundário (ou didascálias, ou indicações cénicas) que se destina ao leitor, ao encenador da peça ou aos actores.

O texto secundário é composto:

- pela listagem inicial das personagens;
- pela indicação do nome das personagens no início de cada fala;
- pelas informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em actos, cenas ou quadros);
- pelas indicações sobre o cenário e guarda roupa das personagens;
- pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as palavras;

ESTRUTURA INTERNA E EXTERNA

Estrutura externa – o teatro tradicional e clássico pressupunha divisões em actos, correspondentes à mudança de cenários, e em cenas , equivalentes à mudança de personagens em cena.

O teatro moderno, narrativo ou épico, põe de parte estas regras tradicionais de divisão na estrutura externa.

Estrutura interna – uma peça de teatro divide-se em:

• Exposição – apresentação das personagens e dos antecedentes da acção.

• Conflito – conjunto de peripécias que fazem a acção progredir.

• Desenlace – desfecho da acção dramática.

PERSONAGENS

Classificação quanto à sua concepção:

- Planas ou personagens-tipo – não alteram o seu comportamento ao longo da acção. Representam um grupo social, profissional ou psicológico);

- Modeladas ou Redondas – evoluem ao longo da acção, as suas atitudes e comportamentos vão-se alterando e, por isso mesmo, podem surpreender o espectador.

Classificação quanto ao relevo:

- protagonista ou personagem principal ou- personagens secundárias ou- figurantes

Tipos de caracterização:

• Directa – a partir dos elementos presentes nas didascálias, da descrição de aspectos físicos e psicológicos, das palavras de outras personagens, das palavras da personagem a propósito de si própria.
• Indirecta – a partir dos comportamentos, atitudes e gestos que levam o espectador a tirar as suas próprias conclusões sobre as características das personagens.

ESPAÇO

Espaço – o espaço cénico é caracterizado nas didascálias, onde surgem indicações sobre pormenores do cenário, efeitos de luz e som. Coexistem normalmente dois tipos de espaço:
• Espaço representado – constituído pelos cenários onde se desenrola a acção e que equivalem ao espaço físico que se pretende recriar em palco;

• Espaço aludido – corresponde às referências a outros espaços que não o representado.

TEMPO

• Tempo da representação – duração do conflito em palco;
• Tempo da acção ou da história – o(s) ano(s) ou a época em que se desenrola o conflito dramático;
• Tempo da escrita ou da produção da obra – altura em que o autor concebeu a peça.

INTENÇÕES DO AUTOR

Quando escreve uma peça de teatro, o dramaturgo pode ter uma intenção• Moralizadora (distinguir o Bem do Mal);• Lúdica ou de evasão (entretenimento, diversão, riso);• Crítica em relação à sociedade do seu tempo;• Didáctica (transmitir um ensinamento.

FORMAS DO GÉNERO DRAMÁTICO

• Tragédia• Comédia• Drama• Teatro Épico.

Texto dramático

Glossário


ACTO - Divisão de uma peça teatral determinada pela mudança de espaço (cenário), constituindo a estrutura externa da própria peça.

ADEREÇO – objecto móvel que ajuda a caracterizar uma personagem ou um espaço.

APARTE - Palavras ditas por uma personagem (destinadas a serem ouvidas só pelos espectadores), partindo do princípio que as outras personagens com quem contracena não as ouvem no momento. Através dos apartes, o público torna-se cúmplice dos actores.

BASTIDORES - local por detrás do palco, e lateral, onde normalmente se situam os camarins e se guarda o material utilizado na representação.

CAMARIM - local onde os actores se preparam (vestem, fazem a maquilhagem...) antes de entrarem em cena.

CAMAROTE - pequenos compartimentos, situados num nível acima da plateia, destinados aos espectadores.

CENA - Divisão de um acto, marcada pela entrada ou saída de uma personagem.

CENÁRIO - conjunto de elementos visuais que compõem o espaço onde se apresenta um espectáculo teatral.

CENÓGRAFO – pessoa que imagina, concebe e executa o cenário de uma peça de teatro.

COMÉDIA - de origem obscura, supõe-se que se relaciona com cantos em festins de homenagem a Dioniso. Peça teatral que visa a crítica social através da representação de situações da vida real . O recurso ao ridículo, que provoca o riso, tem geralmente uma intenção moralizadora.

CONTRA-REGRA – aquele que tem por função marcar a entrada dos actores em cena.

DIDASCÁLIA - texto secundário constituído pelas informações fornecidas pelo dramaturgo (autor) sobre, por exemplo, o tempo e o lugar da acção (cenário), o vestuário, os gestos das personagens, etc. também é chamado de indicações cénicas.

DRAMA - representação, através de palavras e acções, num espaço destinado a esta finalidade (normalmente, um palco). Nele há, para além das linguagens verbal e gestual, o recurso à luminotécnica e à sonoplastia, aos cenários, ao guarda-roupa, à maquilhagem…

DRAMATURGO – autor de textos dramáticos.

ENCENADOR – aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papéis, “conduzindo-os” nos ensaios, transmitindo o que pretende a outros intervenientes no processo (cenógrafo, figurinista, luminotécnico, sonoplasta, etc), levando à cena um texto ou a adaptação de um original.

FIGURINISTA - técnico de teatro que se ocupa dos figurinos (guarda-roupa, maquilhagens, etc.)

GUARDA-ROUPA - conjunto das roupas e dos trajes utilizados numa peça de teatro.

MONÓLOGO - é uma fala interiorizado, em que o "eu" é o emissor (o "eu" que fala) e o receptor (o "eu"/"tu" que escuta).

PONTO – pessoa que lê o texto das falas em voz baixa aos actores, caso eles se esqueçam delas. Normalmente está por baixo do palco, ou por detrás, escondido do público.

RÉPLICA - fala dos actores em cena.

SONOPLASTA – pessoa responsável por todos os efeitos sonoros durante uma peça.

TEXTO DRAMÁTICO – texto orientado para a representação. Aquele que é escrito para ser representado.

TRAGÉDIA - associada na origem, na Grécia, a celebrações dionisíacas, definiu-se como espectáculo dramático onde se representam assuntos sérios, dignos, elevados.

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Direitos inalienáveis do Leitor

Direitos do Leitor...
O direito de não ler.

O direito de saltar páginas.

O direito de não acabar um livro.

O direito de reler.

O direito de ler não importa o quê.

O direito de amar os “heroís” dos romances.

O direito de ler não importa onde.

O direito de saltar de livro em livro.

O direito de ler em voz alta.

O direito de não falar do que se leu.

Pennac, Daniel, Como um Romance, Ed. ASA, 1992, p. 155.

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Dia Mundial do Livro, da Leitura e dos Direitos Autorais


No dia 23 de Abril de 1616 faleceram Cervantes, Shakespeare e o Inca Garcilaso de la Vega. Na mesma data nasceram - ou morreram - outros escritores eminentes como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo. Por este motivo, a data tão simbólica para a literatura universal foi escolhida pela Conferência Geral da UNESCO para render uma homenagem mundial ao livro e a seus autores, e estimular a todos, em particular aos mais jovens, a descobrir o prazer da leitura e respeitar a valiosa contribuição dos criadores ao progresso social e à cultura. A ideia desta celebração partiu da Catalunha (Espanha), onde, neste dia é tradição dar uma rosa ao comprador de um livro.

Dia Mundial do Livro, da Leitura e dos Direitos Autorais


Passatempos “Dia Mundial do Livro 2009”


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia (21 de Março) e Dia Mundial do Livro (23 de Abril), a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas organiza três passatempos: Torneio poético de evocação de António Botto e Jorge de Sena, Um livro numa frase e Um livro numafoto.

O torneio poético de evocação de António Botto, por ocasião da passagem de cinquenta anos sobre a morte do poeta, e de Jorge de Sena, no nonagésimo aniversário do seu nascimento, destina-se estudantes do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário.

O passatempo Um livro numa foto destina-se a alunos do 3º ciclo e do ensino secundário. Para participarem no passatempo, os alunos são convidados a tirar uma fotografia que retrate uma situação de leitura ou que de alguma forma esteja relacionada com livros.
Saiba como participar nos passatempos e obtenha mais informações no site da DGLB.
Para mais informações contacta a professora de Língua Portuguesa.Participa!!!!

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Anedota literária

ANEDOTA literária...


Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá, quem escreveu "Os Lusíadas"?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui - e começa a chorar.
A professora, furiosa, diz-lhe:
- Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai.
Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu "Os Lusíadas" e ele respondeu-me que não sabia, que não fora ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem... ?!!!
- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escrevera "Os Lusíadas" respondeu-me que não sabia, que não fora ele, e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damos-lhe um "aperto",e vai ver que ele confessa tudo!
Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então, o dia correu bem?
- Ora, deixa-me cá. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas",começou a gaguejar, que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...!